10 confissões sobre o twitter

Hoje completo 3 anos que utilizo a rede social Twitter.

Confesso que tenho tuitado bem menos do que tuitava antes, mas acho impressionante o alcanço que essa rede tem. Por isso vou confessar algumas coisas aqui, e fiquem à vontade para acrescentá-las nos comentários.

1 – 140 caracteres é muito pouco!

O twitter é a pior rede social para uma pessoa prolixa. Eu tinha muita dificuldade em “enxugar” todo um pensamento estruturado em 140 caracteres!  Mas com o tempo, você começa a desenvolver a arte de tornar tudo mais objetivo.

2 – Diga-me quem tu segues e direis quem tu és!

Há uma vantagem no twitter, você segue apenas aquele que você quer, não significando que você concorde com aquilo que você está seguindo. Porém, às vezes, você fica muito alienado a só aquilo que você segue, fica restringido. Parece que você tem acesso a informação, mas é uma informação totalmente atravessada e escolhida.

3 – Pense antes de apertar o “tweetar”!

Muitas confusões poderiam ser evitadas se eu e você que usa twitter tivesse pensado muito bem antes de tuitar!

4 – Muitos personagens do mundo morreram e desmorreram durante esse período! E vimos muitas revoluções…

Já cansei de ver tuites que o Chaves morreu, etc e tal. Por isso, checa direito as informações antes de retuitar!

E as revoluções que um twitter no celular alcançou! É uma arma muito poderosa! Usem-a com sabedoria!

5 – Tuitar sobre futebol é muito engraçado.

Desculpe se você não gosta de futebol, mas eu amooo ler os comentários durante e depois do jogo. Sim, há pessoas que exageram na quantidade de tuitadas, mas, já dei boas risadas, principalmente na época da copa do mundo, finais de campeonatos, trollar o Corinthians! etc.

6 – Direct Message [DM] e [In]direct message

Muitas vezes utilizada como “chat”. Ahhh se elas falassem. Coisas do seu íntimo seriam reveladas. Sempre torço pra que nenhuma delas vá parar na caixa de entrada da pessoa errada!!! rsrs

As pessoas que estão fora do contexto não irão interpretar um monte de coisas que você não quis dizer! E tem gente que é tão desligada, que mesmo você mandando o tuite direto, elas não vão entender, então tenha paciência.

7 – É um ótimo lugar para se conhecer gente que nem a gente!

Como eu fui feliz utilizando essa rede social! Conheci cada pessoa bacana! E muitas já conheço pessoalmente… De São Paulo, Vitória, Campinas, Fortaleza, Natal, Rio de Janeiro, etc. e tal. Muitos desses se tornaram mais chegados que irmãos (Prov. 17:17)

8 – Nem tudo o que você quer tuitar, é necessário! O twitter não é divã!

Às vezes, você pensa frases mas nem todas podem ser postadas. Algumas coisas que você gostaria de desabafar… reclamações, etc. Como já dizia o apóstolo Tiago, na Bíblia: “Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.” (Tiago 3:5)

Não pague mico! Coisas do tipo, #acordei #dormi #parti. Também não fique tratando coisas pessoas, é deselegante… Pra isso existe celular, telefone…

9 – De vez em quando, faça logout e vá viver a vida!

A vida real é muito boa. Conversar com seus amigos, tomar um café, ler um livro, assistir um filme! E mantenha um mínimo de intimidade na sua vida. Nem tudo precisa ser compartilhado! “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”. (Pv 4:23)

10 – Tudo é vaidade!

Gastamos um bom tempo nessa rede social! Tudo o que você tuitar não passará de vaidades!

“Siga-me os bons!” Queremos medir nossa popularidade através do tanto de retuites, favoritos, e seguidores. Faz bem ao nosso ego, mas, às vezes, também queremos postar coisas que demonstrem o quanto você é sábio, culto, informado, antenado, feliz, decidido, etc. Mas lembre-se que “tudo é vaidade”, por isso encontre o equilíbrio em suas palavras e naquilo que você lê.

Continuem nos comentários…

Mark Zuckerberg e o significado bíblico do sucesso

por Hugh Whelchel em iProdigo

Esperando ansiosamente por seu aniversário de 28 anos? Ou lembrando que você fez nessa data? Mark Zuckerberg, presidente do Facebook nunca vai esquecer o seu dia especial. Quatro dias depois de seu 28º aniversário, o Facebook foi aberto aos investidores públicos e começou a ser negociado na Nasdaq. Estima-se que valha 100 bilhões de dólares.

Pessoas de vinte e poucos anos poderiam responder a isto de, pelo menos, duas maneiras. Ou eles podem ser inspirados pelo espírito empreendedor e trabalho duro, ou ser desencorajados porque nunca irão alcançar tal sucesso.

A maioria vai ser desencorajada. Aos 28 anos, muitos enfrentam o que chamamos de “crise de um quarto de vida”, graças a duas grandes mentiras que nossa cultura promove entre crianças na escola, alunos na faculdade e profissionais do mundo dos negócios. A primeira grande mentira é grande, “Se você trabalhar duro o suficiente, você pode ser qualquer coisa que quiser”. Muitas vezes, ela é vendida como o sonho americano, expresso em ditados populares como “Na América, qualquer um pode crescer até alcançar a presidência”.

A segunda mentira é grande como a primeira, mas possivelmente ainda mais prejudicial: “Você pode ser o melhor do mundo. Se você se esforçar o suficiente, você pode ser o próximo Zuckerberg”.

Essas mentiras são aceitas por muitos cristãos, bem como por não-cristãos. Elas catastroficamente danificam nosso ponto de vista do trabalho e da vocação, porque elas têm distorcido o nosso ponto de vista bíblico de sucesso.

O ídolo do Sucesso

O sucesso, definido como ser o mestre de seu próprio destino, tem se tornado um ídolo cultural. Em Deuses Falsos, o pastor Tim Keller descreve esse ídolo:

Mais do que outros ídolos, sucesso e realização pessoal conduzem para uma sensação de que nós mesmos somos Deus, que nossa segurança e valor se baseiam em nossa própria sabedoria, força e desempenho. Ser o melhor no que faz, estar no topo da pilha, significa que ninguém é como você. Você é supremo.

Se vamos redescobrir a doutrina bíblica do trabalho e entender corretamente o nosso chamado vocacional, temos de buscar uma definição mais atemporal e fiel de sucesso.

O saudoso John Wooden, o treinador de basquete universitário mais bem sucedido da história e um cristão comprometido, uma vez foi questionado sobre como ele definiria sucesso. Ele respondeu:

Sucesso é a paz de espírito diretamente resultante da auto-satisfação de saber que você fez o seu melhor para se tornar o melhor que você é capaz de se tornar.

O Novo Testamento define o sucesso de uma forma similar na Parábola dos Talentos (Mateus 25.14-30). Esta parábola oferece uma visão profunda, não só na definição de sucesso, mas também para o propósito do nosso chamado para trabalhar. Jesus ensina que o reino dos céus é como um homem que sairá em uma longa viagem. Antes de sair, ele dá a três servos diferentes quantidades de dinheiro, denominados talentos. Seja qual for o seu valor exato, no Novo Testamento, um talento indica uma grande soma de dinheiro, talvez até tanto quanto um milhão de dólares em moeda de hoje.

O homem dá cinco talentos ao primeiro servo, dois talentos para o segundo e um talento para o último – cada um segundo suas habilidades. Após seu retorno, o mestre pergunta o que seus funcionários fizeram com o dinheiro. O primeiro e o segundo duplicaram seus investimentos e receberam elogios do mestre. O terceiro servo, a quem foi dado um talento, guardou o dinheiro, mas não fez nada para aumentar a quantia. Ele foi condenado pelo mestre por sua inatividade.

Deus fornece as ferramentas que precisamos

O que quer que eles representem – habilidades naturais, dons espirituais ou outros recursos – os talentos, nesta parábola pelo menos, representam ferramentas que Deus nos dá para levar a cabo o seu mandato dado no Jardim para “dominar” sobre a terra – para tecer novamente a paz (shalom) na criação – e para cumprir a Grande Comissão de Jesus, de fazer discípulos. Neste contexto, podemos assumir duas coisas a partir da parábola:

  1. Deus sempre nos dá o suficiente para fazer o que ele exigiu.
  2. O que quer que o Senhor nos dê agora, Ele vai questionar-nos sobre isso mais tarde, esperando que trabalhemos diligentemente com esses recursos para promover o seu reino.

Por isso, a nossa definição de sucesso deve ser sobre se temos cultivado e investido nossos talentos dados por Deus e, pela fé, aproveitado as oportunidades divinas para usá-los – quer tenhamos recebido um, dois ou cinco talentos.

Esta definição deve nos atemorizar. Somos chamados a maiores alturas da mordomia do que jamais imaginamos. Mas também é um alívio: só somos chamados a sermos mordomos dos nossos próprios talentos e oportunidades, e não aqueles atribuídos a pessoas como Mark Zuckerberg ou Steve Jobs.

Cabe a nós se o Mestre responderá: “Bem feito, servo bom e fiel… Entra no gozo do teu senhor”, ou “Servo mau e preguiçoso!” O amor do Mestre dirige e inspira nosso trabalho. Nós não estamos trabalhando para nos tornar o próximo Zuckerberg, embora alguns possam ser chamados a tal influência. Nós estamos simplesmente trabalhando para receber elogios do Mestre.

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Não seria melhor se os cristãos se conservassem longe da política?

Se levarmos em consideração o termo restrito a palavra política, no sentido de políticos e programas em favor de mudanças legislativas desenvolvidos por partidos, etc. e tal, se for, que o cristão esteja preparado para desempenhar esse papel.

A definição mais ampla de “política” porém, refere-se à POLIS,  a cidade, e à arte de viver juntos em comunidade. Todos nós estamos envolvidos em política, uma vez que Jesus nos chama para viver no mundo secular.

Assim, só serviço social não basta. É necessário batalhar (e até agitar) em favor de mudanças legislativas, pois é uma expressão de amor ao próximo.

Não basta curar indivíduos, são necessários hospitais;

não basta oferecer o que comer, é necessário uma nova ordem econômica que a fome seja abolida;

não só atar feridas (como fez o  bom samaritano), mas livrar os bandidos das estradas;

não só tratar os escravos com justiça, mas lutar pela abolição da própria escravatura.

A atuação política (que bem poderia ser definida como amor em busca de justiça para os oprimidos) é uma extrapolação legítima a ênfase bíblica sobre as prioridades práticas do amor.

(Resumo do trecho do livro “Ouça o espírito, ouça o mundo” John Stott, ed. ABU)

Medicalização e sociedade

Hoje gostaria de lembrar que 18 de maio é o dia da Luta Antimanicomial! E como eu acredito que uma política de saúde mental pode ser construída sem a institucionalização, mas sim com um cuidado psicossocial sem excluir as pessoas que necessitam desses cuidados na nossa sociedade, chamo a atenção para um tema importante: a medicalização.

Assistam o video abaixo:

Todos nós profissionais da saúde somos formados em “hospitais”, ou então, desenvolvemos nossas atividades predominantemente no hospital. Então nossa prática possui forte tendência a lidar tão-somente com doentes, ou com as doenças dos doentes. Não aprendemos a lidar com as pessoas, com as famílias, com as comunidades. Enfim, não aprendemos a lidar com a saúde.
Ás vezes, aplicamos à nossa área de conhecimento a possibilidade de tornar “médico” aquilo que é da ordem social ou econômico ou político, como por exemplo, uma situação de violência social nas quais as pessoas que são objeto da violência são medicalizadas.Vistas as violações de direitos, as desigualdades sociais que afetam a saúde de qualquer cidadão. Ou então, uma TRISTEZA por perder um familiar e que, ao ser medicalizada, torna-se uma DEPRESSÃO, e a PESSOA, um “PACIENTE DEPRIMIDO”. Em outras palavras, o termo está relacionado à possibilidade de fazer com que as pessoas sintam que os seus problemas, são problemas de saúde e não próprios da vida humana.
Por isso, precisamos entender que saúde é vista por fatores, bio-psico-sociais e não podemos nos apropriar de todos os problemas de uma comunidade, de ordem social, política e econômica, como sendo apenas problemas médicos-sanitários, e sim promover a saúde e a construção de pessoas que tenham liberdade de conduzir a sua própria história.
(resumo > Paulo Amarante, o grande percursor da Reforma Psiquiatrica da atualidade)

Coisas melhores adiante

Pode ser que você tenha uma grande decepção, daquelas que lágrimas pareciam incessantes. Perdeu aquela oportunidade que talvez não volte tão cedo. Uma tragédia. Tudo o que você fez não deu certo e a frustração tomou conta do seu coração.

“Quando foi que eu errei? Queria saber… ” pergunta a si mesmo sem ao menos existir uma resposta.

Aquele príncipe virou sapo. Tudo um dia o que você sonhou torna-se cinzas. Há algum tempo você alimenta sua compulsão e sente-se escravo, preso à essa repetição.

É, ás vezes fica difícil olhar para o futuro e ter alguma expectativa. Parece que por mais que nos esforçamos, a tendência é sempre repetir aquilo que um dia foi cruel, seja em ações ou na memória, afinal, as marcas estão lá. E como doem.

“Acho que não tem mais solução. Sou um caso perdido”, fica um sussurro quase sem força. E o passado-vilão olha para nós e ri da gente, e esbraveja: “você nunca vai se livrar de mim”.

Mas, “existem coisas melhores adiante do que qualquer outra que deixamos para trás”, disse o grande C. S. Lewis.

Podemos viver coisas novas, sim!

Por mais difícil que seja a caminhada, quando permitimos viver novas experiências, novas ideias e ideais na vida, ao colocarmos toda nossa esperança naquilo que realmente é verdadeiro, temos a certeza que assim que deixamos nosso passado para trás (e isso não significa esquecê-lo mas sim compreender e perdoar todos os sentimentos e eventos traumáticos), conseguimos visualizar que temos a oportunidade sim, e viver coisas melhores adiante.

Então, as lágrimas darão lugar a um sorriso; ao invés de achar um culpado haverá experiência; o amor será bem direcionado e no lugar de repetição ao erro haverão novos hábitos e a certeza que você é o protagonista da sua história.

Sim, “existem coisas melhores adiante do que qualquer outra que deixamos para trás” quando colocamos toda nossa confiança naquele que é o Senhor da História, com todos os seus propósitos e poder: Deus!

“Entregue o teu caminho ao Senhor, confie nele, e Ele agirá”
Salmo 37:5